sábado, 2 de outubro de 2010

Sob gritos de 'palhaçada' e improvisos, Brasil perde para Bulgária e vai à chave mais fácil

Em Ancona (Itália)
Bruninho agasalhado no banco de reservas com gripe. Times irreconhecíveis em quadra. E uma torcida indignada, que vaiou e classificou o jogo como "palhaçada". Foi assim que o Brasil encerrou sua participação na segunda fase do Campeonato Mundial de vôlei neste sábado, em Ancona. A seleção brasileira advertiu para um jogo que não valia nada e para o desinteresse em vencer de ambos os lados. E o que se viu no Palarossini foram duas equipes de alto nível modificadas – Bernardinho substitui seu único levantador por um atacante – e cometendo erros infantis. O resultado: 3 x 0 (25-18, 25-20 e 25-20) para a Bulgária e um caminho mais fácil para os atuais vice-campeões olímpicos na próxima etapa.

MANCHA NEGRA

É uma mancha negra na minha carreira, eu também não queria passar por isso
É uma mancha negra na minha carreira, eu também não queria passar por isso
Giba, ao falar da maneira como o Brasil entrou em quadra na derrota para Bulgária
Agora, o Brasil vai compor a chave R ao lado de República Tcheca e Alemanha e vai direto para Roma, sede da fase final do Mundial. A líder Bulgária integrará o grupo Q ao lado de Espanha e Cuba, algoz do time verde-amarelo na primeira fase.
Cerca de 30 minutos antes do início do confronto chegou a confirmação de que o único levantador da seleção à disposição no momento ficaria no banco de reservas. Bruninho está com gripe. O oposto Théo foi o escolhido para a função e o Brasil entrou em quadra com o ‘levantador’ Théo e o oposto Leandro Vissotto; os ponteiros Dante e Giba; os centrais Rodrigão e Sidão, além do líbero Mário Júnior.
Do outro lado da rede, também viu-se uma Bulgária desfigurada. Titulares, o levantador Zhekov e o líbero Salparov não foram sequer relacionados para o confronto. O principal atacante do time, Kaziyski, não entrou na partida. E o jogo sem interesses começou com seguidos erros infantis dos dois lados.
Classificadas, as seleções demonstraram apatia e desinteresse. Prevaleceu o ‘melhor’ jogo da Bulgária. O Brasil, que foi quase perfeito contra a Polônia, demonstrou deficiência em todos os fundamentos. O passe chegou quebrado para Théo, que em vários momentos levantou de manchete. Àquela altura, o público ainda aplaudia e incentivava.

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