A última vez foi contra o Grêmio Prudente, dia 18 de setembro, no Pacaembu
Os jogadores de defesa deixaram o gramado do Brinco de Ouro nervosos com a arbitragem, mas felizes pelo fato de a equipe não ter levado gol contra o Guarani. Um sentimento de alívio que se justifica. Há exato um mês, a equipe não vivia uma situação parecida.
A última vez que a zaga corintiana passou ilesa foi na partida contra o Grêmio Prudente, dia 18 de setembro, no Pacaembu. Na ocasião, com gols de Elias, Iarley e Jorge Henrique, a equipe de Adilson Batista passeou diante do lanterninha no Brasileirão e os homens de defesa cumpriram seu papel com tranquilidade.
Daquele dia em diante, o Timão havia sofrido gols em todos os jogos. Na sequência: Santos (2), Internacional (3), Botafogo (1), Ceará (2), Atlético-MG (2), Atlético-GO (4) e Vasco (1).
A presença de Ralf, principal homem de marcação do elenco, e o esquema com três zagueiros (Chicão), William e Leandro Castán) contribuíram - e muito - para o fim da sequência de negativa. A falta de qualidade do atacante campineiro, claro, também não pode ser esquecida.
- Queríamos a vitória, mas não deu. O importante é que houve uma evolução. Nós, da defesa, saímos felizes por não termos tomado gol - lembrou o zagueiro e capitão William.
Após empate, Roberto Carlos critica torcedores em treinos
Lateral diz estar assustado com fato novo, mas ameniza: 'Entendemos o nosso torcedor'
A passividade da diretoria em relação às atitudes de alguns torcedores durante a última semana foi desaprovada pelos jogadores. Roberto Carlos, um dos líderes do grupo, comentou sobre os seguidos protestos das principais torcidas organizadas do clube, tanto no CT quanto no Parque São Jorge.
– É hora de fazermos uma reflexão, eu não aceito que se vá ao local de trabalho para nos xingar. Eu entendo a paixão deles, não medem esforços para nos ver jogar, mas não podemos ouvir xingamentos direcionados a pessoas que são queridas da gente – afirmou.
– Já conversei com Andrés (sanchez, o presidente) e com (o diretor de futebol, Mário) Gobbi. O clube precisa se reorganizar fora de campo também. Eu, que vim da Europa, me assustei com o que aconteceu.
Roberto, Elias, Chicão e William conversaram com cerca de 70 torcedores na última sexta-feira, após o treino, no CT Joaquim Grava.
A insatisfação geral de jogadores, oposição, membros da comissão técnica e até de aliados de Andrés Sanchez foi revelada pelo LANCENET! neste sábado. A ausência do presidente no sábado, no treino que foi alterado por ele para o Parque São Jorge, foi considerada um ato de covardia.
Andrés condenou o excesso dos torcedores, mas não negou que outros treinos poderão ser abertos.
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