segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Werdum reclama de falta de patriotismo dos brasileiros

Se todos os olhos dos aficionados e especialistas em MMA estarão focados no retorno do russo Emilianenko Fedor dia 26 de junho, pelo Strikeforce, do outro lado o brasileiro Fabrício Werdum está ciente do papel de ‘desafiante da vez’ e que a expectativa em carimbar a derrota no cartel de uma das maiores unanimidades do esporte fatalmente o fará entrar para a história.
A pouco menos de um mês para o combate, Werdum está na fase final de preparação e concedeu este bate-papo exclusivo ao Blog diretamente dos Estados Unidos. O lutador preferiu adotar a filosofia de 'pés no chão para analisar' o desenrolar do combate, mas despistou que encara qualquer aspecto do compromisso com ares de ‘missão impossível’.
“Algo só é assim (impossível) até que aconteça pela primeira vez. Na época do Pride, o Tom Erikson era um fenômeno, ninguém queria lutar com ele. Mas encarei o desafio e o venci. Foi uma disputa ‘cerebral’ ao extremo. Respeito o Fedor por tudo que ele fez, mas respeito muito mais todo esforço necessário que me trouxe onde estou”, disse.
O brasileiro ressaltou que todos os imbróglios contratuais já característicos na carreira do russo (que sempre torna incerto e atrasa todo trâmite de confirmação dos combates), não foi empecilho para o treinamento, reforçado em vários aspectos técnicos, mas sem mudanças drásticas no geral.

“Minha base de luta continuará a mesma. Claro que ele (Fedor) exige atenção especial em alguns pontos. Não vou subir muito meu peso, quero lutar entre 105 a 108kg. Mas a estratégia basicamente será a de sempre: anular os pontos fortes dele e impor os meus”, resumiu.
Se Werdum preferiu manter o discurso usual da discrição sobre detalhes do plano tático para o duelo mais importante da carreira, falou abertamente - e com ressalvas - sobre o clima que precede o combate.

Tenho recebido apoio de muita gente. Mas acho que o brasileiro ainda tem de aprender a ser mais patriota no geral, e não apenas na Copa do Mundo. Vejo que muitos (brasileiros) estão na torcida pelo Fedor, acho isso triste. Mas por outro lado me dá ainda mais vontade de trazer essa vitória para todos que acreditam no meu trabalho”, desabafou.
Consciente de que não pode se dar o luxo de cometer qualquer erro contra o oponente, Werdum afirmou que a falta de referência sobre as atuais condições físicas e técnicas do adversário (não luta desde novembro do ano passado e comumente é avesso à qualquer apelo de mídia), não deve ser levada em conta em nenhum sentido.

“Não preciso saber onde ele mora ou treina para saber que ele vai estar 100%, como sempre. Ele sempre será diferenciado e o cara a ser batido”, endossou o brasileiro, que no primeiro encontro com a família Emilianenko, em 2006, venceu o irmão caçula de Fedor, Aleksander, por finalização no primeiro round (katagatame).


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